Dipirona na gestação: existe risco ? ECOFETAL.

A dipirona é um medicamento muito utilizado no Brasil, mas seu uso durante a gestação merece atenção, principalmente no 3º trimestre.

Embora os dados disponíveis sobre dipirona sejam mais limitados do que para outros analgésicos, existem evidências e recomendações de cardiologia fetal alertando para a possibilidade de constrição do ducto arterioso fetal, especialmente com uso repetido/prolongado.

Essa alteração pode aumentar a sobrecarga do ventrículo direito e a pressão na circulação pulmonar fetal, podendo, em casos mais importantes, levar à hipertensão pulmonar fetal e comprometimento cardíaco.

🔎 O ponto principal: não significa que uma dose isolada de dipirona necessariamente cause constrição do canal arterial. O risco está relacionado principalmente à exposição durante fases mais avançadas da gestação e ao uso repetido, devendo a indicação ser cuidadosamente avaliada.

Por isso, gestantes não devem fazer uso contínuo de dipirona por conta própria, especialmente no terceiro trimestre. Quando houver necessidade de analgesia ou antitérmico, a escolha do medicamento deve ser individualizada pelo médico.

❤️ Na cardiologia fetal, diante de suspeita de constrição do ducto arterioso, o ecocardiograma fetal é fundamental para avaliar o ducto e suas repercussões cardíacas.

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