A apneia obstrutiva do sono é um distúrbio caracterizado por interrupções repetidas da respiração durante o sono. Embora muitas pessoas associem a condição apenas ao ronco intenso, seus impactos vão muito além da qualidade do descanso e podem afetar significativamente a saúde cardiovascular.
Durante os episódios de apneia, ocorre uma redução nos níveis de oxigênio no sangue, levando o organismo a aumentar a liberação de hormônios relacionados ao estresse. Com o tempo, esse processo pode contribuir para o desenvolvimento de hipertensão arterial, arritmias cardíacas, insuficiência cardíaca, doença arterial coronariana e aumentar o risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
Entre os principais sinais de alerta estão:
- Ronco alto e frequente;
- Pausas na respiração observadas por outra pessoa;
- Sonolência excessiva durante o dia;
- Dor de cabeça ao despertar;
- Dificuldade de concentração e fadiga persistente.
Os fatores de risco incluem excesso de peso, obesidade, idade avançada, circunferência aumentada do pescoço, consumo de álcool antes de dormir e histórico familiar.
O diagnóstico é realizado por meio de avaliação clínica e, quando indicado, pelo exame de polissonografia, que monitora diversos parâmetros durante o sono. O tratamento varia conforme a gravidade e pode incluir mudanças no estilo de vida, perda de peso, uso de aparelhos intraorais, terapia com pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) e, em alguns casos, tratamento cirúrgico.
Cuidar da qualidade do sono é também cuidar da saúde do coração. Se você apresenta ronco intenso, sonolência excessiva ou outros sintomas sugestivos de apneia do sono, procure avaliação médica. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem reduzir o risco de complicações cardiovasculares e melhorar significativamente a qualidade de vida.
Dormir bem é um dos pilares da prevenção cardiovascular.

