Encontrar uma arritmia em um ecocardiograma fetal pode ser preocupante, mas é importante saber que nem toda arritmia fetal é grave. Muitas são benignas e desaparecem espontaneamente durante a gestação ou após o nascimento. O que fazer depende do tipo de arritmia identificado.
Em geral, a conduta inclui:
- Converse com o médico que realizou o ecocardiograma fetal para entender exatamente qual foi o diagnóstico. Pergunte qual é o tipo de arritmia (por exemplo, batimentos ectópicos isolados, taquicardia, bradicardia ou bloqueio cardíaco).
- Faça acompanhamento com um especialista Cardiologista, se ainda não estiver sendo acompanhada.
- Realize os exames de controle recomendados, que podem incluir ecocardiogramas fetais seriados para acompanhar o ritmo cardíaco e verificar se há sinais de comprometimento do bebê.
- Siga as orientações sobre tratamento, caso necessário. Algumas arritmias fetais exigem apenas observação; outras podem necessitar de tratamento durante a gestação, geralmente por meio de medicamentos administrados à mãe que atravessam a placenta.
- Procure atendimento imediatamente se notar diminuição importante dos movimentos fetais (quando já perceptíveis), se houver perda de líquido, sangramento, contrações intensas ou se seu obstetra orientar avaliação urgente.
Alguns tipos de arritmia têm prognóstico muito bom, enquanto outros exigem acompanhamento mais próximo. O resultado do ecocardiograma costuma trazer informações importantes sobre:
- o tipo de arritmia;
- a frequência cardíaca do bebê;
- se existe alguma cardiopatia estrutural associada;
- se há sinais de insuficiência cardíaca fetal ou hidropisia.

